Carta Aberta aos Arquitetos do Brasil
Colegas,
O CONFEA, por determinação do Colégio de Presidentes, anuncia em seu site, uma CONSULTA a todos os profissionais do país, para saber qual a satisfação de cada um com o PL 4413/2008 que cria nosso Conselho de Arquitetura e Urbanismo.
Embora o mesmo CONFEA tenha gasto recursos para fazer UMA PESQUISA ano passado, onde 75% dos arquitetos QUEREM O NOVO CONSELHO, mais uma tentativa se arma e dessa vez, usando critérios obscuros para confundir a opinião pública e a classe politica, no momento em que temos, das cinco entidades, o maior alinhamento em torno do PL.
Leiam a CARTA ABERTA anexa e divulguem a todos os colegas; denunciem mais essa tentativa incorreta de proceder contra um desejo da maioria; denunciem os meios pouco democráticos usados pelo CONFEA e alguns CREAs de usar a máquina pública para fazer valer os interesses de uma minoria; denunciem qualquer movimentação que tente impedir nosso caminho em direção ao CAU.
Os sindicatos de arquitetos do PR, MS, MT, SP, RJ, MG, BA, PB, DF, AM, PA,TO, GO reunidos em SP dias 15 e 16 de agosto, aprovaram mais uma vez, democraticamente, o seu empenho em aprovar o PL do CAU, apoiando as emendas 2,4, 9, 13, 15 a 21 apresentadas ao Deputado Busato e que no dia 27 de agosto, teremos mais uma AUDIENCIA PÚBLICA para testar os interesses dos arquitetos brasileiros.
Confio em nossa categoria; confio em todos os que querem avançar; confio na democracia e no direito da maioria e espero ver, até o fim de meu mandato, nosso CAU nascer, ser implantado e sermos protagonistas de um novo tempo.
Ângelo Marcos Vieira de Arruda | @
Arquiteto e Urbanista - Professor da UFMS e Presidente da FNA
Autor: Edgar
Escândalo arquitetônico
"Os paulistas e a arquitetura brasileira acabam de levar um golpe aplicado pela secretaria da Cultura com o aval do governador José Serra e do secretário João Sayad ("Arquitetos do Ninho de Pássaro projetam teatro de dança em SP", Ilustrada, 4/11). O processo de contratação do escritório suíço Herzog & De Meuron para a realização do projeto da sede da São Paulo Companhia de Dança ofende os paulistas por vários motivos. O primeiro é ver que os cultos governantes têm uma visão tão estreita e provinciana da cultura. O segundo é que ignoram a riquíssima produção arquitetônica brasileira. O terceiro é a ausência de uma política cultural no Estado, o que permite investir R$ 300 milhões em um único e redundante edifício. Por fim, o constrangimento de ver explicações "eruditas" da secretaria para tentar justificar a ausência de licitação. Um escândalo."
FELÍCIO ANTONIO SIQUEIRA FILHO, arquiteto (São José do Rio Preto, SP)
Pertinente é a idéia do "regionalismo".
Mas Arquitetura é UNIVERSALIDADE, como expressão artística, em sinergia com o mundo contemporâneo.
Acredito nas possibilidades de uma Arquitetura contextualizada e personificada, que é desenvolvida a partir do traço do Autor, o Arquiteto escolhido.
O mestre Arq. Sylvio de Podestá, assim como seu eterno parceiro Éolo Maia, traduz sua sensibilidade e tradição para o momento moderno, resultando assim a boa Arquitetura.
A visão do Arquiteto enriquece, e o final é multiplo de soluções. Então nos resta avaliar se o resultado é o esperado para o que foi proposto.
Arquiteto Fábio Carrijo | @
Nascido em São Paulo, formado em Santos
e atuando como Arquiteto em Foz do Iguaçu
Prezado Fábio,
Penso não ter dito "regionalismo" e sim contextualismo no mais amplo sentido inclusive contemplando o que já havia sido percebido a tempos, pelo movimento antropofágico, talvez antes, quando jantamos o Bispo Sardinha, de que almoçar a universalidade (desde que não seja macdonalmente) é uma forma de jantarmos em seguida a regionalidade cultural com o conhecimento devido de que o mundo passa por minha porta a toda hora, mas o vejo com olhar parcimonioso, crítico.
Não penso numa arquitetura personificada a partir do autor mas sim da sua ausência, onde ele não é o grande protagonista (como sempre quiz Niemeyer) e sim o contribuinte, o sinal de soma da matemática urbana / objeto / pessoas / cultura / etc. O arquiteto escolhido são todos. Sai o notório saber e entra em cena o conjunto formado pelos cidadãos, cidade e profissionais em sintonia com o futuro planejado (claro, com brechas para o inusitado) que contempla a vida sustentável e não os seus autores midiáticos.
Agradeço a cortesia do "mestre" mas tenho certeza absoluta de não sê-lo. Prefiro a idéia da procura em traduzir em sensibilidade, em arquitetura (porque se é arquitetura é boa, não existe má arquitetura) e em estar sempre avaliando os resultados, de todos, para que possamos contribuir sempre para um mundo melhor.
É, acho que é por aí. Obrigado pelo email.
Sylvio de Podestá.
|