top

 

 

 

Shieh Arquitetos

 

 

 

 

Estabelecido em São Paulo desde 1976, o escritório atualmente é conduzido pelos sócios Shieh Shueh Yau, Leonardo Shieh, Irene Shieh e Kathia Shieh. Com atuação plural, desenvolve projetos especiais em escalas variadas: de pequenas casas à grandes planos urbanos.

 

55 11 3083-1430 | @ | WEB

 


 

 

Share


• Arquitetura
Interiores

Educacional

 

 

 

Expansão Escola Waldorf Ecoara | Valinhos / SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a aspiração do corpo pedagógico por uma arquitetura antroposófica, a escola ganha salas hexagonais, alameda central, estrutura desmontável e paredes em taipa de mão

Da necessidade de ampliação da Escola Waldorf Ecoara (Valinhos, SP) e do desejo da comunidade em permanecer no mesmo endereço, nasceu o projeto de ampliação da escola com arquitetura assinada pelo escritório paulistano Shieh Arquitetos Associados – que tem expertise na área de arquitetura educacional. A previsão é de que a primeira fase da expansão seja entregue em janeiro de 2019 e aumente a capacidade de 88 para 140 vagas.

Entre as mudanças, está a aspiração do corpo pedagógico por uma arquitetura antroposófica. De acordo com o pensamento de Rudolph Steiner, deve-se evitar a adoção de ângulos retos e se trabalhar os ambientes com formas mais orgânicas – o que seria mais acolhedor aos alunos. Daí a opção por novas salas de aulas em formatos de hexágonos e telhados inclinados.

Outro importante aspecto é a modularidade e ampliação por fases subsequentes, de maneira a acompanhar o crescimento da escola (que em fevereiro de 2019 atinge o 3º ano do ensino fundamental brasileiro). Com a premissa de uma construção desmontável, os arquitetos optaram também por um sistema construtivo cuja estrutura é leve e rápida de instalar, em peças de madeira de lei (Orbital Estruturas de Madeira). Pilares, vigas, terças são relocáveis. Telhas, portas e janelas também. Os únicos itens que não são possíveis de reaproveitar são fundação (por motivos evidentes) e paredes. Para as paredes, reservou-se um caráter especial.

Segundo Leonardo Shieh, arquiteto e sócio do Shieh Arquitetos, por se tratar de uma escola associativa, em que os pais participam ativamente, pretende-se criar uma atividade construtiva que dê senso de pertencimento ao grupo. As paredes serão fechadas com a tradicional técnica de taipa de mão. Entre a estrutura principal de madeira, serão dispostas malhas de galhos e bambu. A malha dá suporte ao "sopapo de mão", barro a ser compactado manualmente pelos pais e crianças numa atividade lúdica e bastante simbólica.

Especialistas em taipa (da Taipal Construções em Terra) ministrarão, inclusive, um curso prático de capacitação para a comunidade da Ecoara e também aos pedreiros da obra. A ideia é difundir o emprego da técnica, esquecida em sua versão tradicional e ainda pouco difundida em sua versão moderna, agora com os devidos controles tecnológicos da mistura. "Queremos uma parede com bom conforto térmico e que 'respire'. Mas a característica mais interessante desta técnica é a 'retornabilidade' do material ao meio natural, ou seja, a terra volta a ser terra. Para isso, não haverá a adição de química nesse projeto (aglomerantes ou hidrofugantes)", explica o arquiteto.

As telhas (material Perfilor e montagem Ideal Coberturas) serão em aço pré-pintadas formando um sanduíche de lã de rocha. A face inferior do conjunto será feita com telha perfurada, de modo a permitir a absorção acústica apropriada para salas de aula. A expectativa do projeto é que a escola, tanto por sua planta de salas hexagonais dispostas a criar uma alameda central, quanto pelo tipo de construção, possa nutrir a comunidade além das salas de aulas.

Com ampla atuação na área da arquitetura educacional, são projetos do Shieh a Escola de Ensino Médio da Fundação Bradesco (Osasco), Universidade São Judas (SP), Colégio Salesiano Dom Bosco (Piracicaba) e Colégio Santa Teresinha (São Paulo).

Ficha:
Expansão Escola Waldorf Ecoara
Área de terreno: 5.300m2
Área construída atual: 700m2
Expansão Janeiro 2019: + 250m2
Expansão projetada: + 700m2

 

 


 

• Arquitetura
Interiores

Industrial

 

 

 

B&F Dias | Vinhedo / SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Novos Centro de Visitantes e Edifício Principal da B&F Dias estão inseridos em área com 29 mil m2 e se destacam pelo cuidado na preservação de mata existente

O escritório Shieh Arquitetos Associados é o responsável pelo projeto da nova sede da B&F Dias, empresa de sistemas de aeração por ar difuso, em Vinhedo (SP). Em um terreno de 29.000 m² rico em vegetação, a implantação da nova sede teve o cuidado de preservar a mata existente e respeitar os limites da APP (Área de Preservação Permanente) referente ao Rio Capivari, que passa pelo local.

A entrada do complexo é marcada pelo Centro de Visitantes. Apartado do edifício principal e próximo à rodovia de acesso, o centro funciona como uma recepção aos visitantes, onde há uma introdução à empresa B&F Dias e informativos sobre a preservação ambiental no empreendimento.

Com estrutura metálica, e aproveitando o desnível do terreno, criou-se um volume puro que parece pousar sobre a base, avançando em um balanço de 5 metros. O balanço é possibilitado por um par de grandes treliças metálicas, com altura equivalente ao edifício, que marcam a fachada, criando uma área de sombra para um pequeno estacionamento.

Seguindo o percurso pelo terreno esguio, 300 metros adiante, chega-se em um alargamento onde foi implantado o Edifício Principal, que abriga em um único volume o setor fabril e a administração. A área administrativa volta-se para a mata, aproveitando a vista e a insolação pela manhã. Longilíneas varandas marcam a fachada e configuram uma área de descanso e contemplação. O galpão de produção, adjunto à administração, abre-se para o terreno, e usa de uma grande área para manobras dos caminhões.

A entrada do edifício se dá pelo pavimento térreo superior (pavimento intermediário). Essa grande varanda de chegada é protegida por fechamento leve em chapa perfurada, e configura uma área de transição entre externo e interno. Adentrando o edifício, o hall de recepção – com pé-direito duplo e junto ao vazio da circulação vertical – possibilita o entendimento do projeto: percebe-se a relação visual entre a mata e o edifício. Bastante linear, o restante do pavimento é ocupado pela administração e acessos para o galpão.

O pavimento térreo inferior é ocupado pelas áreas de suporte aos funcionários: vestiários, área de descanso, garagem e refeitório. Já no pavimento superior, se situa a diretoria e um auditório para apresentações e treinamentos. Por sobre a varanda de entrada, uma passarela conecta a diretoria a um terraço que flutua sobre a recepção, configurando um local de destaque e observação da paisagem e da movimentação.

A concepção estrutural foi pensada para uma construção rápida e limpa, que permitisse grandes vãos. A estrutura principal é inteiramente em concreto pré-moldado. Pilares e vigas com os consoles tipo Gerber, lajes alveolares, telha protendidas em perfil W e fechamento do galpão em painéis de concreto. As estruturas auxiliares, como por exemplo a caixa do elevador e as marquises, foram feitas em estrutura metálica, o que propicia uma maior esbeltez aos elementos.

 

 

 

 

 


 

• Arquitetura

• Interiores

Educacional

 

Escola da Fundação Bradesco | Osasco / SP

 

 

 

 

 

 

A proposta buscou aproveitar o máximo possível da estrutura existente, ao mesmo tempo que lançou mão de recursos construtivos que pudessem dar novo caráter e vida ao edifício para receber com qualidade o uso educacional. Algumas das estratégias adotadas foram a inclusão de pré-sombreamento das fachadas para melhor conforto térmico e filtragem de luz difusa nas salas de aulas, adoção de grandes átrios verticais, novas escadas internas, nova passarela de entrada, liberação do térreo inferior como grande pátio e jardim.

Algumas dessas estratégias foram a inclusão de pré-sombreamento das fachadas para melhor conforto térmico e filtragem de luz difusa nas salas de aulas, adoção de grandes átrios verticais, novas escadas internas, nova passarela de entrada, liberação do térreo inferior como grande pátio e jardim, entre outras.

As plantas foram organizadas para melhor atender alguns dos desafios impostos em um edifício vertical: grande fluxo de estudantes e limitação de pátios. Dessa forma, as salas de aula foram organizadas nos pavimentos mais baixos – à exceção do térreo inferior, que é dedicado à praça de chegada e refeitório. Com uso mais esporádico, as salas de uso especial ficaram no 3o pavimento.

À biblioteca e área de estudos, com toda simbologia dentro de uma instituição de ensino, foi reservada o espaço superior e junto à fachada frontal do edifício – como se a biblioteca se debruçasse sobre a rua frontal e como se convidasse as pessoas a desfrutarem da instituição. O Térreo Inferior é tratado em projeto como a “Praça de Chegada e Convívio” de todos os estudantes, seja aqueles vindo da rua ou de van escolar. Por isso, grande atenção foi dispendida em abrir o máximo possível de espaço como área livre, para acomodar jardins e recantos de utilização.Assim, o primeiro pavimento acomoda 7 salas de aulas, enquanto o segundo abriga outras 10, totalizando 17 salas. As salas de usos especiais foram alocadas no terceiro andar (biblioteca, laboratórios e salas de estudos), tendo em vista que o fluxo nesses espaços é mais reduzido.

A contenção do desnível com a rua à frente do prédio é tratada como um jardim escalonado, como uma arquibancada que configura uma arena em direção à porção coberta da praça, integrando pátrios externos, cobertos e o refeitório. Com a demolição parcial de 2 trechos de lajes frontais, foi possível a criação de grandes átrios centrais que permitem arejar a verticalidade do edifício existente. Esses átrios, cobertos por sheds de iluminação e ventilação, e abertos lateralmente, também propiciam abundante circulação de ar por ventilação cruzada e por efeito chaminé.

Outro ponto chave é a correta adequação das circulações verticais. Aproveitando os átrios abertos, foram criadas duas novas e proeminente escadas, possibilitando a demolição da escada existente. Como maneira de garantir o acesso de cadeirantes ao edifício, foi proposta a substituição da passarela em concreto, que hoje é muito íngreme, por uma peça em estrutura metálica que avança mais adentro no edifício.

Essa nova passarela dá acesso direto ao primeiro pavimento do edifício – que abriga as salas administrativas da escola. Assim, entende-se que pais de alunos, funcionários e visitantes utilizarão essa passarela ao invés da descida por escadaria ao Térreo Inferior – que tem uma utilização mais franca pelos estudantes.

Ao longo dos 3 pavimentos superiores, salas de aulas e de usos especiais ocupam as áreas perimetrais e liberam grande porção central de laje – trunfo do projeto, apelidadas de “Praças Aéreas” – caracterizadas por dois grandes vazios e pelas circulações verticais.

Vistas das Praças Aéreas, as paredes das salas de aula são peças especiais, com faixa superior de vidro e fresta de circulação de ar com chicane para absorção de som. Os diferentes ângulos gerados em planta, por conta da posição das escadas de emergência existentes, são valorizados com as paredes, que se moldam ora como mesas e em especial, como bancos.

Há de se propiciar, através do mobiliário e equipamentos, a possibilidade de apropriação por parte dos alunos de cada recanto criado nas Praças Aéreas, como forma de compensar o pouco solo disponível. Essas oportunidades de interação refletem diretamente no educar através do convívio. O edifício existente, despido de sua alvenaria externa – dá lugar à grandes panos envidraçados – sendo protegido por uma camada extra de chapa de alumínio expandida e brises.

Afastada 75cm em relação à fachada existente, a chapa de alumínio expandida, na cor branca, tem duas funções: filtrar a luz direta em uma luz difusa e homogênea de alta qualidade ambiental às salas de aulas, e pré-sombrear o edifício para minimizar o ganho térmico. Evita-se assim o contrassenso do chamado “dilema do chá gelado” em que se espera que o edifício ganhe calor para depois tratar de seu resfriamento. Esse sistema da fachada é dividido em módulos articulados, o que propicia uma melhor orientação em relação ao sol, e facilita a manutenção e limpeza.

O sistema de chapa de alumínio expandida é fixado através de estrutura metálica auxiliar que também apoia um piso em grade, que serve de galeria técnica contínua para limpeza e manutenção. Esse interstício entre duas fachadas acomoda também equipamentos, em especial ventilador de insuflamento de ar às salas de aula e tubulação frigorígena e dreno do ar condicionado.

Questão crítica em escolas, a performance acústica do edifício foi objeto de atenção especial para o Shieh. Dentro das salas de aula, o professor vive o dilema de precisar das superfícies refletivas para se fazer ouvir, mas também precisa de superfícies absorventes para os ruídos. A solução adotada pelo escritório foi a adoção de “pistas” alternadas com materiais das duas características, forro de gesso liso e forro de gesso perfurado – na direção professor ao fundo da sala.

Ficha:
Fundação Bradesco
Local Obra: Osasco, São Paulo
Data Início do Projeto: 2015
Data Conclusão da Obra: 2017
Área do Terreno: 3.000,00m²
Área Construída: 4.000,00m²
Arquitetura: Shieh Arquitetos Associados - Shieh Shueh Yau, Leonardo Shieh, Irene Shieh (Autores), Karen Minoda, Nathália Grippa, Ricardo Azevedo, Yuhu Minami, Juliana Stendard, Thiago Peng (Equipe).
Colaboradores: Lenita Pimentel (Estúdio Casa 64)
Fundação: MG&A
Ar-Condicionado, Exaustão e Ventilação: Thermoplan
Estrutura: Prodenge
Elétrica e Hidráulica: PHE Projetos
Caixilhos: Dinaflex
Comunicação Visual: João Nitsche (Nitsche Arquitetos)
Paisagismo: Rosa Kliass e Luísa Mellis
Luminotécnico: Franco Associados Lighting Design
Interiores: Shieh Arquitetos Associados
Acústica: Sresnewsky Acústica e Tecnologia
Sustentabilidade: Jörg Spangenberg
Imagens 3D: Priscila Dianese
Gerenciadora Obra: Metroll
Construtora: Inova TS
Fotos: Fernando Stankuns

Fornecedores: Abatex (Divisórias Internas), Bertolucci (pendentes), Braston (Pisos Externos), Berneck (Painéis Madeira Teca), Board Solutions (Lousas), Eco Verde Paisagismo (Paisagismo), Forbo (Piso Vinílico), Hunter Douglas (Piso Cozinha, Refeitório e Sanitários), Jatobá (Revestimento Banheiros), Kiir (Caixilhos), Knauf (Forro), Lumini (luminárias), Macom (Equipamento Cozinha), Metadil (Mobiliário escolar), Neocom (Divisórias), NS Brazil (Revestimento Paredes), Otis (Elevador), Permetal (Brises Alumínio Expandido), Portobello (Pisos Áreas Técnicas).

 

 


 

 

 

Buscar no Portal>>

 

 

©Jizcom / www.arqbrasil.com.br  - O espaço da arquitetura brasileira