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Debaixo do Bloco Arquitetura

 

Clay Rodrigues
 

 

 

Após passar pela Universidade Lusófona de Lisboa, adquiriu experiência com restauro, reabilitação e reforma, além de unir o tradicional com o contemporâneo de forma minimalista, coerente com a região e sem esquecer dos laços com o cliente. Em Brasília, passou por escritórios de grande relevância. Atualmente comanda o escritório Debaixo do Bloco.

 

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Arquitetura Interiores

Comercial

 

 

 

Galeria Meia | Brasília / DF

 

 

 

Brasília é uma cidade modernista que muitas vezes é comparada a um museu a céu aberto das obras de Oscar Niemeyer. É nesse contexto que o Debaixo do Bloco Arquitetura atua e onde o arquiteto Clay Rodrigues cria uma galeria de arte em um antigo prédio hospitalar.

A primeira atitude do arquiteto foi retirar os revestimentos do ambiente, quando removido o forro foi possível ver uma estrutura incomum principalmente no formato das vigas que revelar um desenho sector circular. A preservação desse elemento e enfatizá-lo no projeto se tornou a premissa dessa obra.

O restauro das vigas e pilares aconteceram sem agredir a história do edifício mantendo aspecto rústico, com o concreto aparente e estruturas sem elementos de acabamento, em uma linguagem que revela as imperfeições e a autenticidade do espaço.

O forro branco solto da laje seguiu o desenho do esqueleto do edifício criando um movimento, onde de certa forma lembram as rampas do museu nacional desenhadas por Niemeyer.

Já nas paredes foi assentado placas cimentícias que junto ao piso e ao concreto trazem neutralidade para um ambiente que precisa expor de forma itinerante diferentes objetos e de diferentes cores.

A bancada principal tem como material um pedra preta lixado e levigada para retirar o brilho e junto a um mármore carrara quebrado acentua que os “defeitos” são propositalmente conservados e exaltados, já que são eles que dão originalidade e personalidade nesse projeto.

Em meio a essa clima cinza e branco o mobiliário foi escolhido propositalmente nas cores caramelos, couro natural e madeira, são eles que trazem o aconchego para a galeria e evitam que o ambiente se mantenha frio.

A vasta área de 105 m² revela espaços vazios para que exista circulação e ao mesmo tempo aproveitamento para eventos e lançamentos, além de possibilitar a visibilidade das obras de diferentes ângulos e distâncias.

O jardim projetado por Fabio Camargo aparece em penumbras criada pelo vidro texturizado, que possui uma gravação pontilhada regular por toda a sua superfície.

O material deixa a luz natural passar sem que se tenha perda da privacidade, o que permitiu criar um jogo de ver e não ver, as janelas pivotantes também ajudam nessa integração do paisagismo e do urbanismo, de dentro da galeria é possível ver e perceber a intervenção discreta causada pelo movimento da rua.


Ficha
Galeria Meia
Projeto: Debaixo do Bloco Arquitetura
Localização: Lago Sul, Brasília - DF
Áreas: 105,00 m²
Ano do Projeto: 2017
Arquiteto: Clay Rodrigues
Mobiliários:
Arquivo Contemporâneo
Arte:
Christus Nobrega
Galeria Galeria K2o
Foto: Haruo Mikami

 


 

Interiores

Saúde

 

Consultório de Psicologia | Brasília / DF

 

 

Cores neutras, ambiente aconchegante e conforto foram os principais pedidos da psicóloga ao contratar o escritório de arquitetura.

Para tornar o pedido uma realidade atemporal o uso da madeira foi crucial e se tornou o principal elemento de trabalho. Além de natural e aquecer o ambiente sem tornar incomodo aos olhos do paciente o material tem o intuito de abraça-lo. A meia parede fica na altura de quem senta em qualquer local do escritório seja na recepção ou quando é atendido pela profissional, isso com o intuito de levar uma sensação de aconchego.

O uso de tons neutros e o padrão no mobiliário brasileiro traz neutralidade, importante para não distrair o paciente e para de certa forma aliviar da poluição visão vista lá fora.

Para o arquiteto era crucial que os espaço não tivesse um ar de hospital ou de um consultório padrão, pelo contrário, ali deve se sentir em casa, por isso ao invés de uma chaise padrão foi utilizado um sofá que quando mudado a localização do encosto pode se tornar uma cama, o tapete de fibra natural contrasta com o piso frio concretíssimo que vem nesse ambiente com a finalidade de equilibrar o uso da madeira.

A Decoração fica focada na estante principal feita para atender as necessidades principais da Profissional; arquivos, expor livros, elementos decorativos e uma estação de bebidas.

Um ponto chave nesse trabalho foi detalhamento de marcenaria, nela foi elaborada uma porta camuflada que dá acesso ao banheiro, esse era um dificuldade já que sua posição ficava na entrada da sala se tornando ume elemento destaque, nessa mesma parede se esconde um armário para guarda materiais de limpeza e ao lado outro armário para guardar materiais diversos todas utilizando portas cegas e o sistemas de fecho toque.

Outra necessidade que molda o projeto é que a cliente optou por não ter secretária. A saída para resolver essa logística foi de criar uma anti sala dívida por 4 folhas de correr todas em madeira freijó, as portas com trilhos superiores correm independentes; podem ficar totalmente fechadas, totalmente abertas ou abrir apenas a folha que for conveniente.

Para liberar a entrada do cliente enquanto atende outro um porteiro eletrônico foi inserido na sala, onde um equipamento de vídeo ficou posicionado ao lado da poltrona que a cliente atende, assim ela libera a entrada sem precisar sair do lugar.

A iluminação também é destaque e foi pensada para oferecer variações, existem iluminações indiretas atrás dos painéis meia parede, apenas na estante de arquivos e livros, pontuais pelas dicroicas e geral com luzes brancas, assim pode se usar cenas diversas dependendo do horário do dia e do clima que a psicóloga quer criar para o paciente.

Ficha:
Escritório Três 2 Oito
Escritório: Debaixo do Bloco Arquitetura
Localização: Sudoeste, Brasília - DF
Áreas: 40 m²
Ano do Projeto: 2016
Arquiteto: Clay Rodrigues
Mobiliários: Movin Concept / Vitra / Pedro Ivo / Zanini de Zanine / Arquivo Contemporâneo
Iluminação: Lumini
Foto: Joana França

 


 

Interiores

Residencial

 

 

A Casa Brasileira - Meia 1 Oito 8 | Brasília / DF

 

 

Em uma casa construída pelo mestre da Arquitetura em madeira, Zanine Caldas o escritório Debaixo do Bloco Arquitetura teve o papel de requalificar a residência. Construída em Brasília em 1988, com 3.800 m², tem uma vista privilegiada onde é possível ver as principais obras arquitetônicas da capital do país.
 

A ideia inicial do projeto era manter as identidades do traço de Zanine junto a elementos icônicas da casa brasileira. Com isso sua estrutura aparente em madeira foi mantida para exaltar a simetria e ser o principal elemento estético e arquitetônico. Ela é uma consequência do desenho do telhado, onde fica claro nas plantas que sua estrutura é definida com harmonia entre os pilares vigas e cobertura da residência.
 

As intervenções aparecem nas aberturas de mais esquadrias para privilegiar a vista e a iluminação que invade os ambientes, um escape da cidade sem perde lá de vista. O excesso do vidro por todos os ângulos é proposital é ele que cria uma harmonia entre a arquitetura e a natureza e faz com que as áreas sofram uma mutação constante. As paredes de vidro fazem a casa ter cores diferentes conforme o tempo passa, Amanhecer | Entardecer | Anoitecer, três cenários possíveis ao passar do dia.
 

O piso permaneceu o original ardosia verde, mais uma forma de trazer o exterior para interior da casa, de forma que quando as portas estão abertas fica a impressão de não existir limite entre um e outro se tornando uma grande varanda, característica típica da casa portuguesa.
 

As madeiras voltaram a ter o tom natural que tinha sido perdida com as aplicações de verniz, esquadrias que antes eram fixas agora basculam como mais uma opção de ventilação natural que junto com o beiral do telhado traz o conforto térmico ideal para um ambiente totalmente translucida.
 

Já o mobiliário é uma exaltação a arquitetura modernista e o design nacional em tons crus mesclados com pedra e tecidos naturais.
 

Peças icônicas de Niemeyer e Lina Bo Bardi preenchem o espaço junto a designers mais contemporâneos.
A arte fica por conta do local Pedro Ivo que sobrepõem imagens dramáticas, junto a uma paleta de cores que casam com a rusticidade dos ambientes que tem apenas azulejos hidráulicos e tijolos expostos como revestimento.
 

Já os mezaninos que ficam nas adjacentes da obra. De um lado é aberto para compor com as áreas coletivas. Onde se tem uma nova vista – aérea - e de certa forma faz integração com espaço comuns, Sala |Cozinha | Jantar, a conexão se torna visual e dinâmica quando se tem encontros com amigos que hora jogam sinuca enquanto os outros aproveitam para jantar ou cozinha. Pedido atendido para o jovem casal de clientes que tinham como receber um dos princípios pontos para a reforma.
 

No mezanino isolado ficam a suíte e escritório, que usam paredes de 2,50 cm sem tocar o forro e revistadas com tijolos aparentes. Um dos motivos do escritório ficar nesse mesmo setor foi o prazer de poder trabalhar com a vista privilegiada que o terreno oferece.
 

Na área externa os pufes gigantes dão cor e fazem contraste entre o piso da pedra Pirenópolis, típica do cerrado.

 

Ficha:
A Casa Brasileira - Meia 1 Oito 8
Arquiteto: Clay Rodrigues / Debaixo do Bloco Arquitetura
Localização: Lago Sul, Brasília - DF
Áreas: 3.800,00 m²
Ano do Projeto: 2016
Mobiliários:Arquivo Contemporâneo / Tidelli / Dessine / Pedro Ivo
Foto: Joana França

 


 

 

 

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