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acr arquitetura

 

Antonio C. Rodrigues
Rafael Tozo
Pablo Polop

 

 

Comandado pelos arquitetos Antonio Carlos Rodrigues, Rafael Tozo e Pablo Polop, o escritório acr arquitetura atua nos ramos corporativo e residencial, em especial, nas áreas de saúde e hospitalar, onde desenvolveu grande especialização.

 

 

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Institucional

 

Teatro do Colégio Miguel de Cervantes | São Paulo / SP

 

 

 

Novo projeto transforma o Teatro do Colégio Miguel de Cervantes, em SP, em um pólo cultural

Inserido num ambicioso projeto de ampliação do Colégio Miguel de Cervantes, que ocupa uma área total de 60.000 m², em São Paulo, o teatro de uma das melhores e mais tradicionais instituições de ensino da cidade, foi a primeira etapa a ser concluída.

O desafio foi transformar um simples auditório de uma escola em um teatro com estrutura para atender as atuais necessidades pedagógicas e também atividades extracurriculares, como eventos, palestras, formaturas e apresentações de espetáculos de dança flamenca, uma expressão de arte ligada à cultura espanhola, que é um dos valores principais da instituição. A equipe da acr arquitetura projetou um espaço cultural multiuso, no centro do colégio, integrado ao dia a dia dos alunos e com facilidade de acesso também para os visitantes.

O teatro está interligado às de salas de aulas por meio de uma ampla passagem coberta e tinha uma área limitada, que exigiu soluções arrojadas de projeto para gerar visibilidade e criar um espaço adequado para reunir pessoas antes e após uma apresentação ou espetáculo. A proposta foi ampliar a área de intervenção para a marquise e também elevar o teto, para se criar uma atmosfera mais agradável, quando se reunisse um grande número de pessoas.

O teatro ganhou maior visibilidade, numa área de passagem dos alunos, e foi incorporado um pátio com jardim, como extensão do foyer. O objetivo é uma integração visual e conceitual da cultura da instituição com o teatro. Vedações de vidro conectam, visualmente, o interior com o exterior, e nestes espaços serão aplicados retratos de ícones da cultura e arte espanholas.

Por suas características bem peculiares, o projeto exigiu cuidados especiais e a consultoria de um especialista em cenotecnia teatral, Gustavo Lanfranchi, que, em parceria com a equipe da acr arquitetura, buscaram soluções para atender as demandas da instituição, dando ao espaço personalidade e novo valor no contexto educacional.

“A renovação do teatro, como local de encontros e eventos internos, é o primeiro passo em direção a uma transformação inovadora e tecnológica, que ampliará a educação de qualidade, como uma experiência estendida a alunos, familiares, visitantes e professores. A escolha dos materiais agregou valor, tanto visual quanto para a funcionalidade do ambiente. E neste contexto, a arquitetura reflete seu papel fundamental, para que o novo espaço contribua para o conhecimento, o bem-estar das pessoas e para o valor cultural da instituição”, comenta Antonio Carlos Rodrigues, sócio-diretor da acr arquitetura.


Espaço Cultural Multiuso

O conceito arquitetônico foi implantado em sintonia com a missão do colégio, na formação de pessoas, agentes de transformação social, em um mundo globalizado e multicultural, e dentro de valores que priorizam sensibilidade aos avanços tecnológicos e às questões ambientais.

O foyer foi redesenhado dando mais conforto para os espectadores, com o uso de madeira clara e piso escuro, criando um espaço aconchegante e contemporâneo, que sugerisse uma nova experiência. Sua localização, próxima aos clusters e à biblioteca, permite que funcione como um pólo cultural multiuso, no centro do colégio, e que, eventualmente, nos dias de espetáculos, adquira a função de foyer do teatro. Além disso, garante a facilidade de acesso aos visitantes, sem perder a integração com o dia a dia dos alunos.

No palco, a retirada de parte do solo permitiu que o local fosse rebaixado, totalmente redesenhado e se ganhasse novas dimensões. A largura e profundidade foram ampliadas resultando numa área de cena de 15,8m de largura por 13,0m de profundidade, o que possibilita a realização de espetáculos de música, dança e peças teatrais. Esta mudança gerou um pé direito maior, o que viabilizou um novo sistema de iluminação cênica e de suporte de elementos cenográficos, através de uma grelha cenotécnica, que permite a fixação de vestimenta cênica, cenários e refletores, e que está integrada às varas de iluminação cênica com pontos de alimentação e distribuição de sinal digital utilizando conexões XLR, powerCON e Stage Pin. O resultado são refletores aparentes, que se assemelham a um estúdio de TV. O projeto também prevê, para o futuro, o uso do palco no formato arena. Os camarins foram remodelados e modernizados.

A boca de cena passou a ser completamente aberta e criou-se um proscênio com dimensões suficientes para atender às novas demandas. Os degraus, ao longo de toda a boca de cena, e a redução da altura do palco, em relação à primeira fileira de assentos, permitem agora uma aproximação maior dos espectadores com o palco, criando uma atmosfera mais intimista. A curvatura também foi ajustada para melhorar a visibilidade da platéia.

O piso, após amplo trabalho de pesquisa, foi substituído por madeira garapa, que cria um nível de vibração das tábuas ideal para a dança flamenca, pois amplifica o batimento dos pés dos bailarinos. Esta foi uma característica bem particular do projeto, mas também se adapta aos outros usos do espaço.

O forro foi substituído para atender à nova iluminação. Os carpetes nas paredes e pisos foram substituídos por painéis amadeirados com tratamento acústico, em contraste com o piso e outros elementos em tons sóbrios de cinza e preto. A escolha dos materiais conferiu mais expressão, personalidade, acolhimento e funcionalidade ao ambiente.

A tecnologia foi usada para melhoria acústica e luminotécnica, que agregou maior conforto na platéia, gerando uma experiência teatral mais enriquecida, num layout que equipa o teatro para receber qualquer tipo de espetáculo.

 


 

ArquiteturaInteriores

Médico-Hospitalar

 

 

Retrofit Laboratório de Investigação Médica | São Paulo / SP

 

 

Retrofit revitaliza o prédio do Laboratório de Investigação Médica da FMUSP

A área de pesquisa, conhecida como LIM 44 – Laboratório de Investigação Médica - é uma das unidades científicas sediadas no prédio principal da FMUSP, na região de Pinheiros, e está adequando sua estrutura e instalações às novas exigências tecnológicas em pesquisas médicas, focadsa em especial no cérebro, com investigação em imagem, usando diferentes técnicas.

O desafio a acr arquitetura foi manter um estilo que marcou época e a história de uma cidade, criando um projeto que atendesse às necessidades modernas de pesquisa do Laboratório de Ressonância Magnética em Neurorradiologia, ligado ao Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.“O edifício está preservado, mas as atuais demandas técnico-científicas exigem adequações, que devem ser cuidadosas para causar o mínimo de impacto em sua arquitetura original. É modernizar o antigo sem desrespeitar os aspectos histórico-culturais. Este foi o foco do nosso projeto”, comenta Antonio Carlos Rodrigues, sócio-diretor da acr arquitetura.
 

No laboratório, com cerca de 170 m2, aproveitou-se a luminosidade natural, conservando as amplas janelas como uma das principais soluções do retrofit, criando um espaço claro, funcional e seguro. Foram realizadas novas instalações hidrossanitárias, renovados os layouts das bancadas, armários e disposição dos equipamentos, criando condições ideais para as pesquisas.

“O projeto é especial. Ao mesmo tempo em que havia uma ampla expectativa de que a arquitetura transmitisse a complexidade e o alto nível tecnológico das pesquisas ali realizadas, existia um orçamento a ser cumprido. Atender estes dois pontos essenciais da obra exigiu um briefing minucioso de todos os processos, para que o layout fosse adequado às atividades e equipamentos”, observou Rafael Tozo, sócio-diretor da acr.

No ambiente central, onde se localiza o micrótomo, principal equipamento do laboratório, se optou por uma ampla peça volante de corian, posicionada de forma a facilitar o acesso dos pesquisadores. Outro detalhe foi a iluminação, pois o processo nesse ambiente é realizado em diversas intensidades e se instalaram vários circuitos e dimerizações, além de luminárias auxiliares de mesa.

Na questão estrutural, o desafio foi a área de armazenamento das lâminas de microscópio, em vidro, arquivadas em caixas de madeira. Devido à grande quantidade e uma possível expansão, com as novas pesquisas, foi projetado um reforço para suportar o peso e evitar futuros danos ao edifício. “As prateleiras de caixas, com as escadas volantes, tipo biblioteca, são elementos de arquitetura que aliaram praticidade e revelaram a função do laboratório”, comenta Rafael Tozo.

A funcionalidade também se expressa nos distintos usos do espaço. As áreas administrativas e o salão principal para os pesquisadores podem ser usadas como auditório e, por isso, um projetor embutido no teto e a persiana black-out da janela, que serve também como tela de projeção, atendem a este multiuso da área.

História Preservada - Ao longo da sua história, o edifício passou por várias obras, que alteram sua forma original, adaptando os espaços às novas e crescentes exigências do ensino médico, que nem sempre eram compatíveis com o tipo de instalações. “O resultado é que hoje há características arquitetônicas de diferentes épocas, mas ainda se mantém a majestosa escadaria de acesso às áreas internas e amplas janelas com vista para os jardins, que criaram uma atmosfera agradável ao laboratório”, ressalta Antonio Carlos Rodrigues.

Projeto do arquiteto Ramos de Azevedo e tombado pelo patrimônio histórico em 1981, o prédio é um símbolo na área da ciência e saúde da capital, implantado, em 1913, pelo médico Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, como a Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo e, chamado carinhosamente de "Casa de Arnaldo" pelos alunos e ex-alunos. Em 1925 tornou-se Faculdade de Medicina de São Paulo e, em 1934, foi incorporado à Universidade de São Paulo.

 


 

 

 

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