Jamile Tormann

 

 

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PAIXÃO DE CRISTO VIA VALE DO JEQUITINHONHA

 

Direção: Ailton Amâncio
Coreografia: Ana Andréia
Trilha sonora: Farlley Derze
Criação de luz: Jamile Tormann
Fotos: Ricardo Alves - Grão fotografia

CONCEITO DO PROJETO
"Muita luz também dificulta a visão e pouca luz auxilia a visão". Frase do Tuca Pinheiro, coreógrafo e amigo, foi importante dentro deste processo de criação de luz do espetáculo de dança Paixão de Cristo. Tentei isso em alguns momentos do espetáculo, pois queria trabalhar com o olhar do espectador sob a ótica do interior de Minas Gerais, do Vale do Jequitinhonha e da luz de Jerusalém, onde originalmente transcorre a história de Jesus. São regiões com muita luz no verão e pouca luz artificial à noite.


Procurei uma correspondência, um diálogo entre a dinâmica da luz cênica com a dinâmica da história do vale, da vida rural, da tragédia de Cristo. Eu tenho pesquisado contrastes de composição e linguagem e me interessado por eles. Dinâmica de claro e escuro, de cores opostas ou complementares, de tempo e espaço que os efeitos de luz oferecem, do colorido da roupa de congada com o branco, o amarelo esbranquiçado da arquitetura israelense rebatido pelo sol que incide também na pele mais morena dos nativos.


A LUZ A PINO simboliza o SOL na trajetória dos homens que vão para o trabalho, a luz que na pintura medieval acompanha os santos, aquele halo de luz tentei simbolizar no foco da virgem Maria que é uma lavadeira e tem a luz que lhe acompanha e em um rajado de luz que acompanha todas as cenas do Cristo. Como fonte de inspiração pesquisei a luz das linguagens de filmes, de fotografia de Henri Bresson, de obras do pintor barroco Vermeer. O AZUL da Santa Ceia e do Monte das Oliveiras é o azul utilizado pelo Caleb Deschanel, diretor de fotografia do filme Paixão de Cristo do diretor Mel Gibson.


Tratei a luz do espetáculo Paixão de Cristo, coreografada para um palco italiano onde o espectador é passivo e enxerga tudo em uma moldura (caixa cênica), como uma "tela de pintura" em movimento. O corpo do bailarino, expresso através da dança, é a "PINTURA EM MOVIMENTO VIVO", embalada por uma trilha sonora lindíssima.
Em outros momentos tentei produzir uma visão mais urbana: luz geral (a pino), tudo ao mesmo tempo agora: entre, olhe, fique à vontade para escolher o que olhar com a luz. A luz não é o foco. O foco são eles. Acompanhem-lhes com o olhar para não perder nada do discurso, do enredo, da história.


As cenas de luz foram desenhadas em função do caráter psicológico adotado pela sociedade em relação ao personagem central - CRISTO: Tradição e modernidade, o rural e o urbano e as contradições da sociedade atual, foram a especificidade das cenas, das escolhas das cores como linguagem visual que pudesse unir em um mesmo espaço, o tempo histórico e o tempo contemporâneo.