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Chocolateria
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Chocolateria - Casa Cor 2009 |
São Paulo, SP
BRASILIDADE E SUSTENTABILIDADE MARCAM O TRABALHO DE CILENE MONTEIRO LUPI NA CASA COR
Com sólida carreira a arquiteta de interiores apresenta seu estilo rústico consciente na Chocolateria da Mostra Casa Cor
Num espaço de 45 m², a Chocolateria da Casa Cor projetada por Cilene Monteiro Lupi remete totalmente às características brasileiras com seus recursos naturais sustentáveis a uma simplicidade sofisticada.
A utilização de materiais sustentáveis foi a grande preocupação de Cilene Monteiro Lupi neste ambiente, proporcionando aconchego e conscientização do uso de elementos na decoração e construção, atendendo às necessidades funcionais do espaço e da acessibilidade, que é garantida por rampa de acesso na porta principal, bem como a circulação de todo ambiente obedece a critérios de medidas dentro do padrão exigido pelas normas de acesso aos portadores de alguma deficiência.
A forte característica de todos os projetos da arquiteta de interiores sempre foi a de reutilizar materiais transformando-os de maneira estética e utilitária e que desde o início sua carreira, tornou-se um objetivo a ser alcançado.
Utilizando materiais sustentáveis e com responsabilidades sociais Cilene Monteiro Lupi procurou materiais que pudessem atender ao projeto de forma estética, criativa e sem agredir a natureza.
Isto é bem nítido em todos os elementos usados por ela neste espaço, em especial o manejo sustentável, que é o caso do rottin, usado em forma de curva iluminada entre a parede e o teto. O rottin, originário das florestas, é uma espécie de praga, que dá em árvores, estrangulando-as, impedindo a passagem de sua seiva e sua retirada é obrigatória.
As outras partes das paredes são revestidas com sacos de estopas usados no transporte de sementes.
Todas as madeiras utilizadas na confecção de balcões, painéis, piso são reaproveitadas de demolição de habitações em desuso e que não foram tombadas pelo Patrimônio Histórico.
No piso foi reutilizado circunferências de madeira reaproveitadas de carretéis de cabos elétricos desprezados em obras civis, entremeados com cerâmicas industrializadas a partir do reaproveitamento de resíduos de louça sanitária e cuja queima e esmaltação é feita através de energia solar.
Além de todos esses elementos sustentáveis, obras de arte e mobiliário também chamam a atenção pelo seu apelo ecologicamente correto como, por exemplo, a escultura com cerca de 1,5 x 1,5 m em forma de mapa do Brasil feita com resto de coador de café, criada pela artista plástica de São Paulo, Maria Carvalho.
Os puffs com forração de pelego, remetem às cores e formas da bandeira do Brasil. Essas peças são artesanalmente feitas com restos de lycra e elaboradas por uma pastoral da igreja Católica.
Os tampos das mesas são de madeiras de demolição e um grande banco com encostos de cadeiras tradicionalmente usadas em restaurantes e bares de SP antigo, é feito de cruzetas.
Para finalizar uma fonte em forma de nicho feita de vinil da Sibrape, cujo material é reutilizado para fabricação de matéria para janelas de PVC, recebe imagem de chocolate derretendo.
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