BF2 Arquitetura e Consultoria

 

 Augusto Ferreira

 

 

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Sesc Belenzinho



 

 

 

Sesc Belenzinho | São Paulo/SP

 

















































Todo o projeto e obra foi gerenciado pela Gerência de Serviços de Engenharia do SESC
Gerente: Amilcar Filho
Engenheiro: Marcelo Fanchini
 

Arquitetura de Interiores:
BF2 Arquitetura e Consultoria
Equipe que participou do Projeto:
Augusto Ferreira
Alessandra Marques
Denise Carpi
Joanna Fochi
Karina von Oberst
Sandra Peres

 

Fotos: Patrícia Cardoso

Principais Fornecedores:
Mobiliário: Securit
Cadeiras: Giroflex
Carpete: Milliken
Persianas: Uniflex

"A BF2 foi contratada para elaborar o projeto de Arquitetura de Interiores da nova sede do SESC no Belenzinho, junto a estação Belém do Metrô. O prédio a ser ocupado pelo SESC havia terminado de sofrer um retrofit. Anteriormente o edifício havia sido a sede de uma indústria de confecções.

 

O edifício é composto do subsolo, pavimento térreo e 3 andares de escritórios. No subsolo estão localizados o estacionamento e diversas áreas de serviço, como central de telefonia, depósitos, etc.

 

No térreo existem a recepção, um auditório, refeitório, lanchonete e um centro de convenções com salas de diferentes dimensões.

 

Os andares de escritórios são constituídos de lajes de aproximadamente 1.600 m2 de carpete. A área total ocupada pelos 3 andares de escritório é de cerca de 4.800 m2 de carpete.

 

A primeira etapa do trabalho foi elaborar um levantamento completo das necessidades do SESC de modo a avaliar se o novo prédio comportaria todos os departamentos inicialmente pensados para ali serem instalados.

 

O SESC ocupava 9 andares de um edifício na Av. Paulista. Todos os departamentos eram delimitados por divisórias piso-teto e dentro do espaço do departamentos as salas dos gerentes e gerentes-adjuntos eram também delimitadas por divisórias piso-teto. Esta forma de ocupação física do espaço não facilitava a integração entre os diversos departamentos, já que dificultava a comunicação entre as pessoas. Os móveis eram antigos, e não eram ergonomicamente adequados ao uso intensivo de computadores. Havia deficiência na quantidade de salas destinadas a reunião e área para arquivamento. A organização espacial dos escritórios da Paulista não refletia a forma nem o padrão de mobiliário que as áreas administrativas empregavam nas diversas Unidades do SESC no Estado de São Paulo.

 

Após o levantamento, foi feita uma apresentação para todos as gerências e chefias apresentando várias alternativas de organização do espaço, suas vantagens e desvantagens, e as várias tipologias de mobiliário existentes no mercado. O objetivo da apresentação era definir junto ao SESC, através de discussões entre os diferentes níveis de usuários, a forma de ocupação do prédio que melhor refletisse a sua forma de trabalhar.

 

Após diversas reuniões, propusemos que não houvesse separação física entre as diversas gerências e que as salas dos gerentes fossem delimitadas por biombos. O partido visava promover uma maior integração entre as diversas gerências e entre os gerentes e suas equipes, pois achamos que isso refletiria melhor a imagem que o SESC tem junto ao seu público, que enxerga as unidades implantadas como uma unidade integrada e não como a soma de diferentes atividades isoladas.

 

Com isso, os escritórios foram concebidos como panoramicos, sem nehuma compartimentação entre as gerências. As salas dos gerentes e gerentes adjuntos ficam localizadas junto a fachada e são delimitadas por biombos com 1,60m de altura e com a frente com painéis em vidro.

 

Todas as salas que necessitam ser fechadas com divisórias piso teto foram localizadas na área central da laje, longe das janelas. Isso possibilitou uma luminosidade muito boa em todo o espaço ocupado pelos escritórios.

 

Em todos os andares houve uma mistura intencional entre as gerências administrativas e as gerências responsáveis pela programação cultural e esportiva, visando a promover uma integração entre as duas atividades. No último andar, foi criado uma área para abrigar a Diretoria, os Superintendentes e as áreas de Assessoria. Esta área é caracterizada por salas delimitadas por divisórias piso-teto acústicas.

 

Em todos os andares foram criadas áreas de recepção com área de estar para espera e pequenas reuniões informais, cafeteria, destinada aos funcionários e visitantes, e um pool de 4 salas de reunião. A proposta de uma cafeteria por andar, foi mais um recurso utilizado para incentivar o contato entre os funcionários das diferentes gerências, e evitar o que ocorria na antiga sede, onde cada gerência tinha seu próprio espaço destinado ao café.

 

Todo o arquivamento foi pensado para acompanhar a flexibilidade do layout, e utilizamos arquivos deslizantes com altura de 1,60m, a mesma dos biombos que delimitam as áreas dos gerentes, distribuidos na laje.

 

As estações de trabalho, são estações de 120° e modulares, fixadas em biombos revestidos em tecido, visando melhorar a acústica. A combinação das estações de 120° graus possibilita criar estações com formatos os mais variados, orgânicos, dando dinamismo ao espaço e adaptando-se as diferentes organizações das equipes de trabalho. Este dinamismo proporcionado pela forma das estações reflete bem a variedade dos serviços desempenhados pelas diferentes gerências, em que algumas desenvolvem serviços administrativos e outras gerenciam atividades esportivas e culturais a serem realizadas nas diversas unidades do SESC em todo o Estado de São Paulo.

 

Como o projeto implicou numa mudança de cultura interna grande, o que em geral acarreta resistências por parte dos usuários, avalio que a opinião dos usuários foi extremamente positiva. Comparando-se com os antigos escritórios, houve uma melhora geral nas instalações e nas estações de trabalho, mesas e cadeiras. O ambiente é muito mais acolhedor, iluminado, flexível e com todo a infraestrutura necessária para o desenvolvimento das atividades ali desempenhadas, e refletem melhor a imagem do SESC do que as antigas instalações.

 

Uma das maiores dificuldades do projeto foi que todos os materiais especificados por nós, como cadeiras, estações de trabalho, arquivos deslizantes e carpete terem que ser adquiridos por licitação pública, o que impedia a especificação pelo nosso escritório de marcas e modelos. É muito difícil elaborar um projeto de arquitetura de interiores sem ter como controlar os produtos e acabamentos a serem utilizados, já que cada fabricante tem o seus próprios padrões de cores e acabamentos. Tivemos que fazer um trabalho árduo de especificação de materiais que ao mesmo tempo que não podia especificar a marca e o modelo, contivesse elementos que possibilitassem ter algum controle não só sôbre a qualidade do que fosse adquirido como também em relação ao design e cores. Esta foi uma das etapas mais demoradas do processo. Felizmente o resultado foi muito positivo e essa foi uma experiência enriquecedora para nós. "


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