Eficiência Energética Garantida

 

Chega ao Brasil tecnologia de aproveitamento de energia solar e geotérmica que propõe economia energética de no mínimo 40%

 

Hoje em dia, fazemos uso de uma grande porcentagem do total de energia consumida em edificações com sistemas para resfriamento ou calefação destas. Um luxo difícil de justificar considerando que existem alternativas economicamente interessantes e que também respeitam o meio ambiente.
 

Apesar dos esforços realizados para o uso de energias renováveis, o investimento inicial necessário para produção e instalação dos sistemas de energia solar, como painéis fotovoltaicos ou moinhos de vento ainda resultam muito dispendiosos quando se compara com a economia energética prevista.

 

Neste sentido, apresentamos uma tecnologia de construção, para climatização de edifícios, que utiliza o intercâmbio térmico com a superfície terrestre, localizada embaixo do edifício, como meio de armazenamento, e a energia solar como fonte desta energia. Conhecido como Sistema TERRASOL – da empresa ISOMAX Brasil Holding - sua tecnologia requer pouco consumo de energia e oferece às gerações futuras, envolvidas com a preservação da natureza e a defesa do meio ambiente, uma nova via.

 

A utilização desta tecnologia, de custo reduzido, funcionamento simplificado e de baixo impacto na emissão de gases que contribuem para o aquecimento global, se apresenta como caminho econômico alternativo de aproveitamento do potencial de armazenamento de calor do solo próximo à construção, juntamente com a energia solar. Este sistema é denominado de Terra-Sol. Esta tecnologia de construção já vem sendo implantada em diversos países do mundo como Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Japão, França, Suíça, EUA, Malásia, Venezuela, Polônia, China, Emirados Árabes e Índia.
 

Sabe-se que no Brasil a 2 metros de profundidade no solo, a temperatura se mantém constante entre 14ºC e 18ºC, aproximadamente, tanto no verão quanto no inverno. Esse fenômeno se percebe ao tocar o solo fresco recentemente escavado. Se pudéssemos transferir essa temperatura, digamos que com 16ºC, do solo fresco para as superfícies externas dos edifícios, que normalmente encontram-se com temperaturas mais reduzidas ou mais elevadas, criaríamos uma barreira térmica (TB), que contribuiria para climatizar o ambiente interno das edificações, e o consumo de energia do edifício para climatização dos ambientes só dependeria da troca de calor entre o interior da edificação e a barreira térmica (figura 1).

 

E como transferir essa temperatura do solo para as superfícies externas? Abaixo da estrutura da edificação, aproximadamente a 60 centímetros de profundidade, colocam-se tubos por onde circula água. Esta água incorpora a temperatura do solo e é bombeada para as paredes externas do edifício e depois de circular, a água volta à base da construção.
Ao se construir um edifício e cobrir a sua base, o fluxo de calor proveniente do interior da terra se acumula abaixo da base do solo. Em regiões frias, as temperaturas aumentam até que se chegue a um equilíbrio com o fluxo de calor que escapa pelas laterais do edifício. Este aumento depende, entre outros fatores, da profundidade da construção e da superfície da planta do edifício. Se a temperatura aumentar 2ºC, a temperatura da barreira térmica passaria a 18ºC (figuras 2 e 3).

Delta T = (+22 ºC) – (+18ºC) = +4ºC

É recomendável diminuir esta diferença de temperatura até atingir uma temperatura interior agradável (cerca de 22ºC), prescindindo assim de uma alimentação energética, sendo que se pode tomar como fonte energética nesse caso a energia solar disponível de forma gratuita.

 

Em locais de clima frio, por exemplo, pode-se aproveitar este potencial da energia do sol com resultados muito eficazes. A radiação solar em algumas regiões do Brasil está em torno de 2000 kWh/m²/a. Além disso, vale lembrar que não só os telhados horizontais ou inclinados serviriam para a captação, mas também as superfícies de paredes verticais – como as laterais dos edifícios.
 

Com o sol dispomos de uma fonte de energia que nos permite climatizar edifícios de maneira quase ilimitada. A questão limita-se ao controle da absorção, translado e armazenamento da energia. Com o solo temos um meio para armazenar o calor do sol. Embaixo do telhado, exatamente entre o telhado e o isolamento térmico circula um sistema de tubos de polipropileno que suporta temperaturas de até 80ºC. Quando a temperatura é elevada a água é transportada para uma região central de armazenamento abaixo das fundações da edificação formando o circuito quente. Quando esta temperatura é mais amena ela vai a regiões mais periféricas embaixo da construção (ver “Elementos Constituintes do Sistema” – figura 6). Desde a parte superior da construção o calor é transmitido para a terra, onde se armazena para diminuir a possibilidade de perdas de calor. Ao redor da edificação a 1-2 metros de profundidade encontram-se tubos que formam o circuito frio com temperaturas entre 14ºC e 18ºC para climatizar as paredes exteriores no verão.
 

Em várias medições realizadas em edifícios que utilizam a tecnologia Terra-Sol, se demonstra que a temperatura da água contida nos tubos da base, antes de ser bombeada para a superfície externa, encontra-se próxima à temperatura da terra debaixo do piso. Além disso, após décadas de uso deste sistema, comprovou-se que a superfície do telhado de um edifício como superfície de absorção dispõe de mais energia que o necessário. Na maioria dos casos se coloca na zona central do edifício um armazenador central isolado, diferenciado do restante da área de armazenamento. Com ele a temperatura da água chega a 35ºC, que é utilizada para pré-aquecimento da água para chuveiros, por exemplo. Os tubos da barreira térmica que no inverno são utilizados para impedir a perda de calor nos ambientes no verão é utilizado para amenizar o calor.
 

Com respeito à velocidade de variação de temperatura dentro dos ambientes, tendo em vista a necessidade de climatização imediata, exigência do estilo de vida moderno, propõe-se a troca do ar circulante. Com esse fim, introduz-se um elemento de agilização na forma de uma ventilação especial. O sistema Terra-Sol prevê a instalação de um dispositivo formado por dois tubos coaxiais de aço inoxidável, um dentro do outro. No tubo externo circula o ar que entra na edificação e no tubo interno circula o ar expelido (figura 4). Este sistema de tubos é colocado embaixo do solo. Por meio deste sistema torna-se possível recuperar até 98% da energia que se perderia. Além disso, a energia da terra envolta no tubo exterior é absorvida pelo ar de entrada o que representa uma eficiência energética adicional.
 

 

O armazenamento central de água quente no subsolo (figura 5), que mantém a água aquecida pelo sol, incidente nos telhados, consiste num recipiente térmico central localizado abaixo do solo, para que não haja perdas significativas de calor mesmo em longos períodos de armazenamento.

 

 

O gráficos 1 e 2 mostram uma série de medições ao longo de 4 anos das temperaturas externas e internas em uma casa residencial. Esta construção foi edificada em 1995, em Luxemburgo, com paredes de concreto leve de 15 cm de espessura, e isolamentos nas faces interiores e exteriores das paredes, com 7,5 cm de espessura, tendo a construção uma área útil de 175 m². Observa-se pelo gráfico 2 que o sistema garante temperaturas agradáveis constantes após o 2º ano.
 

 

Elementos Constituintes do Sistema

 

 

● Item 1 - Elemento de telhado: compõe a barreira térmica. Possui tubos para absorção de calor e barreira térmica;
● Item 2 - Elemento pré-moldado de parede: elemento que compõe a barreira térmica por meio de superfícies de material isolante e núcleo de concreto ou argamassa com tubos de polipropileno embutidos;
● Item 3 – Elemento termo-modernizado de parede: sistema de acoplamento de material isolante numa estrutura de alvenaria anteriormente existente;
● Item 4 - Elemento de piso: permite juntamente com os elementos já citados, o isolamento do edifício do meio exterior.

 

Perspectivas
O uso de energia solar juntamente com a energia geotérmica próxima a superfície da edificação une de forma surpreendentemente simples as vantagens de ambos os procedimentos: técnica solar e aproveitamento do calor terrestre. Muitos dos exemplos aplicados para várias zonas climáticas demonstram a eficácia deste sistema que resulta muito econômico tanto do ponto de vista de produção quanto de custos de manutenção. As experiências acumuladas tornam possível uma intervenção técnica que respeita o meio ambiente e é viável economicamente.

Diogo Piloni e Silva

diogopiloni@yahoo.com.br

 

[comente]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diogo Piloni e Silva
Engenheiro Civil

 

Saiba mais:

www.isomaxbuilding.com

www.construible.es

 

 

 

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