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Metano: mocinho ou bandido?
Hoje, no Brasil e no mundo existem
várias campanhas para reduzir a emissão do gás carbônico na
atmosfera, e o gás metano?
Ele é o terceiro da lista dos gases responsáveis pelo aquecimento
global, de acordo com estimativa da EPA (United States Environmental
Protection Agency), o gás metano (CH4) é responsável por 23% do
efeito estufa observado desde a era pré-industrial, até hoje.
Perdendo para o gás carbônico (CO2) responsável por 70% do total.
Apesar da quantidade do metano presente
na atmosfera ser menor que o carbono, seu potencial de aquecimento é
60 vezes maior que os outros gases, devido sua alta capacidade de
absorção de calor.
O metano é produzido pela decomposição
de matéria orgânica expelido nos aterros sanitários, nas plantações
de arroz, criação de bovinos, mineração e operações com gás e
petróleo. No caso do lixo que é depositado em aterros, sofre um
processo de decomposição anaeróbia (sem oxigênio) e emite o metano.
“Se capturado, o metano pode ser usado como usados como fonte
alternativa energética (pelo sistema termelétrico), podendo ser
canalizado para pequenas usinas onde servirá para acionar motores de
combustão ligados a geradores de energia”, diz Luiz Fernando Lucho do
Valle, engenheiro e presidente da Ecoesfera Empreendimentos
Sustentáveis.
Segundo do Valle, 60% da emissão mundial de carbono são provenientes
das atividades humanas e o restante provém de fontes naturais. A
principal forma de reduzir as emissões de metano gerado pelos aterros
envolve a coleta e queima ou utilização do gás, “mas isso não anula a
urgência de diminuir a emissão do metano que vêm aumentando
consideravelmente nos últimos anos” conclui.
A perda do metano na atmosfera
contribui colabora para o efeito estufa, pois seu contato com o
oxigênio do ar produz uma queima incompleta que gera o também nocivo
monóxido de carbono.
Entre dezembro de 2001 e abril de 2004,
foi realizada uma ampla pesquisa sobre o potencial para produção de
energia e redução da poluição com o uso do biogás gerado por aterros
sanitários e lixões no país. O trabalho foi encomendado pelo
Ministério do Meio Ambiente e conduzido pela Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo
(USP). O estudo mostrou que o Brasil poderia gerar, até 2015, 440 MW
de energia, por exemplo, usando um gás que hoje é lançado na
atmosfera.
“Estamos na eminência de um novo apagão
e o uso de energias alternativas além de contribuir com o meio
ambiente, diminui os lixões a céu aberto espalhados nas cidades
brasileiras” afirma o engenheiro. /
NOV2008
Amélia Whitaker
amelia@visarplan.com.br
[comente]
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O metano é o
principal componente do gás natural e um dos gases causadores do
efeito estufa considerado por cientistas e especialistas do meio
ambiente 25 vezes mais potente que outros gases.
Luiz Fernando Lucho do Valle, presidente da Ecoesfera Empreendimentos
acredita que a comercialização do gás pode ser uma alternativa. |