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Centro Esportivo Bradesco |
Osasco / SP
Centro Esportivo do Bradesco é inaugurado com projeto sustentável e inovador do arquiteto Ricardo Julião
Referência de Centro Esportivo no Brasil, o “Centro de Desenvolvimento Esportivo da ADC Bradesco Esportes e Educação” foi construído em um terreno de quase 10 mil metros quadrados, reunindo três princípios de excelência em projeto de Ricardo Julião: arquitetura atemporal, soluções sustentáveis e, nesse caso, inclusão social
O Banco Bradesco acaba de inaugurar o “Centro de Desenvolvimento Esportivo da ADC Bradesco Esportes e Educação”, uma das mais modernas instalações e estruturas arquitetônicas do Brasil, com projeto de autoria do arquiteto Ricardo Julião. O trabalho conta com princípios que ressaltam grandes preocupações do arquiteto, que tem mais de 30 anos de história com o escritório “Ricardo Julião Arquitetura e Urbanismo”, como sustentabilidade, arquitetura atemporal e inclusão social.
Localizado em Osasco (Grande SP), o Centro é resultado do Programa Bradesco Esportes e Educação nas modalidades vôlei e basquete e foi planejado para atender meninas de 8 a 18 anos, de todo o país, fornecendo moradia, alimentação, transporte, educação, assistências médica e odontológica, treinamento esportivo, entre outros serviços, além do principal: a revelação de novos talentos no esporte junto a formação profissional dessas jovens.
O Centro foi instalado em um terreno de cerca de 10 mil metros quadrados, cedido pela Prefeitura de Osasco à “ADC Bradesco Esportes e Educação”. O projeto começou a ser desenvolvido em 2007 e valorizou a questão de funcionalidade, sustentabilidade e comodidade para futuras atletas e profissionais que ali trabalham diariamente. A capacidade do Centro é de atender diariamente até 500 atletas e mais 50 profissionais, entre técnicos, professores de educação física, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, médicos e outros.
Nos quase 9 mil metros quadrados de área construída do Centro, Ricardo Julião desenvolveu um projeto composto por: subsolo de 1.790 metros quadrados com estacionamento de 88 vagas, almoxarifado e sala para reciclagem; térreo, com quadras esportivas, piscina, alojamento e diversos ambientes; segundo piso (bloco de apoio) com 425 metros quadrados, que abriga a área administrativa-financeira, salas de psicologia e reuniões; e primeiro piso, com recepção, sala de troféus, auditório e copa.
Em geral, são cinco quadras oficiais cobertas em mais de 3,3 mil metros quadrados – uma dessas foi projetada para jogos oficiais com arquibancada, cuja capacidade é para 250 pessoas –, vestiários, quadra de areia, piscina com quatro raias e 15 metros de comprimento, academia, sala de fisioterapia, consultório médico, auditório, cozinha semi-industrial, restaurante com capacidade para atender mais de 90 pessoas, lavanderia, salas de informática, de TV e de estudo.
Segundo Ricardo Julião, uma questão importante na concepção do projeto foi que o Centro tivesse “a cara” dos arredores do bairro onde se encontra, o Jardim Cipava, de perfil residencial e familiar. “Obtivemos uma composição harmônica com o entorno. Para isso, optamos por dispor o térreo do Centro em uma área mais profunda do terreno. Com isso e mais outros recursos como cores e formas, conseguimos integrar o Centro ao ambiente”, explica. Essa solução proporcionou também o conforto térmico e isolamento de som ideais para as quadras de basquete e vôlei.
De acordo com a arquiteta do escritório “Ricardo Juliao Arq. e Urb.” e coordenadora do projeto, Juliana Distefano, o alojamento é uma área muito peculiar. Com 435 metros quadrados, ele foi projetado com 14 suítes, de três lugares cada, para comportar 42 pessoas, entre atletas e governantas – 12 dessas são reservadas para 36 atletas vindas de fora de São Paulo. “Foi uma área projetada visando total conforto!”, reforça Juliana. Outra arquiteta que coordenou o projeto, pelo escritório Ricardo Julião, foi Karin Kröner.
O Centro ainda conta com uma área verde de aproximadamente 2,2 mil metros quadrados, por onde passa uma pista de cooper de cerca de 260 metros de extensão, entre uma área ocupada por um projeto de paisagismo, com 250 árvores, assinado por Olair Falcirolli De Camillo. “É importante lembrar que essas árvores são nativas e exigem pouca água, um aspecto que – apesar de parecer apenas mero detalhe – já contribui com o aspecto da sustentabilidade desse projeto”, diz Juliana.
Sustentabilidade em sintonia com soluções arquitetônicas
Um dos princípios do arquiteto Ricardo Julião é sempre aplicar soluções sustentáveis e inteligentes em seus projetos e, nesse caso não foi diferente! Alinhado à política de responsabilidade socioambiental da Organização Bradesco, projeto e concepção arquitetônica privilegiaram os mais modernos conceitos de ecoeficiência e preservação de recursos naturais, seguindo os critérios internacionais de sustentabilidade, inclusive a certificação LEED – Leadership in Energy Environmental Design (selo verde). Iluminação natural, sistema de circulação de ar eficiente através de vãos livres, uso de LEDs (lâmpadas mais econômicas) e madeira certificada estão nesse contexto.
A questão da preservação do meio ambiente já aconteceu durante as obras do Centro de Esportes. Por exigência da certificação, por exemplo, os caminhões que transitaram durante a construção tiveram seus pneus lavados com água de reúso antes de saírem da obra, para não sujar as ruas.
Para o aquecimento solar, foram utilizadas 105 unidades de placas solares na cobertura da edificação para o aquecimento da piscina, chuveiros, cozinha e alojamento. Enquanto isso, vãos livres permitem uma excelente circulação de ar interna e favorecem a evaporação do ar quente, dispensando a utilização de ventiladores e ar-condicionado.
Um dos pontos mais importantes nesse contexto é o aproveitamento da água da chuva e a reutilização da água, inclusive, 100% da irrigação do paisagismo e lavagem (geral) são feitas dessa forma. Foi projetada uma caixa (a principal) com capacidade para comportar 111 mil litros de água de reúso, reserva de incêndio e potável. Outras duas caixas, de 120 mil litros cada, foram planejadas: uma totalmente para água de reúso, e outra de retenção, que armazena água quando há excesso de chuva. Além disso, a área do telhado, de quase 6 mil metros quadrados, foi projetada para coletar 100 % da água da chuva.
Quando o assunto é sustentabilidade, Ricardo Julião coloca: “Independente da moda do termo ‘sustentabilidade’ hoje em dia, nós (todos os profissionais do escritório) sempre valorizamos e propomos soluções sustentáveis em nossos projetos, por conta dos princípios e valores que carregamos em toda nossa trajetória profissional”. O arquiteto acrescenta: “E, apesar desses sistemas envolverem altos gastos, é importante que o cliente perceba que esse custo é recompensado a longo prazo, como foi o caso do Bradesco. A natureza agradece!”.
O “Centro de Desenvolvimento Esportivo da ADC Bradesco Esportes e Educação” é uma obra do Bradesco, cujo investimento foi de R$ 24 milhões, em parceria com a Prefeitura Municipal de Osasco, e contou com o apoio do CMDCA - Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
FOTOS: Ricardo Beccari e Egberto Nogueira
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