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Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo Nishimura

 

 

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Museu


Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP | Campinas / SP

Museu encontra sua nova sede
Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura, integram a equipe vencedora do Concurso Público Internacional de Arquitetura, do Museu Exploratório de Ciências, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Com o tema “Museu como fenômeno e fenômeno como paisagem”, a equipe fica em primeiro lugar na competição que envolveu arquitetos de diversos países durante cerca de seis meses. A cerimônia de premiação aconteceu na noite de sexta-feira, após a Defesa Pública dos projetos arquitetônicos, no Centro de Convenções da Universidade.
O segundo lugar ficou para o projeto intitulado Necklace, da equipe dos arquitetos japoneses Tomohiko Amemiya, Mitsuru Hamada, Hiroki Inutsuka e Akira Suzuki. Os americanos Erik Warren Lewitt e Jordan Williams ficaram com a terceira colocação. A equipe campineira dos arquitetos Fábio Boretti Araújo, Bernardo Telles e Luis Amaral Pereira Pinto e a equipe paulistana de Alessandro Moreno Muzi, Hernani Carvalho Paiva e Luiz Marino Küller receberam Menções Honrosas da Organização do Concurso.
A alta qualidade dos cinco projetos finalistas dificultou o trabalho da Comissão Julgadora, que se estendeu duas horas além do previsto no cronograma do evento. A decisão final coube ao Diretor do Museu Exploratório de Ciências, Professor Marcelo Firer, decidindo o empasse entre o projeto do brasileiro Daniel Corsi e do japonês Tomohiko Amemiya.
Para o público presente, independente da equipe vencedora, a experiência de apresentar os finalistas em audiência aberta ao público foi enriquecedora. Para o Arquiteto Luis Paulo Cobra Monteiro, Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) o nível dos trabalhos era muito bom. “Eu nunca participei de concursos nesse formato, onde os trabalhos dos finalistas fossem discutidos com o público.Isso é muito inovador”, disse o Professor Monteiro. “Achei que eles conseguiram expor muito bem os trabalhos”, comentou a estudante do 5º ano de arquitetura da Unicamp, Paula Takahasi. “A diferença entre países não foi determinante”, acrescentou a estudante de arquitetura do 6º ano, Giulia Bertazzolo, também da Unicamp.

Memorial
A Ciência como instituição e razão deste projeto, torna possível revelar de maneira excepcional a relação do Homem com a Natureza. E se nessa relação, de um lado a Ciência se ocupa com a compreensão do existente, a Arquitetura lida exatamente com o que ainda não existe: apresenta-se como uma oportunidade de expressão do Homem e de sua criação, originando um fenômeno próprio. Diante disso, duas condições absolutas se apresentam: a situação geográfica singular onde será implantado o projeto e a instituição universal a ser manifestada.
Um museu como fenômeno, um fenômeno como paisagem.
Primeiro, o lugar nos mostra ser imprescindível que a relação entre o novo museu e a paisagem origine um acontecimento de escala territorial. O novo museu deve tornar-se um marco no horizonte como um fato geográfico. Um museu que observa e é observado. Um edifício que se revela e origina uma nova relação entre Homem e Natureza, Arquitetura e Paisagem.
Segundo, é determinante que o novo museu deva, acima de tudo, enaltecer o valor da instituição através de sua arquitetura, ser a ciência em si mesmo. O novo edifício deve revelar esse aspecto, ser único e não ser apenas uma construção comum.
Simultaneamente o novo edifício busca em seu desenho a metáfora primeira entre a dimensão infinita do universo e a propriedade humana de compreensão da realidade através da Ciência: intervenção e paisagem, verticalidade e horizontalidade, interior e exterior, luz e sombra, cosmos e indivíduo. A arquitetura como ato determinado da manifestação humana, um instrumento científico de aprendizado e identidade para divulgação da Ciência. Desse modo, revela-se incontestável e determinante a síntese da significação do Museu e sua atuação no território.

DADOS DO PROJETO
Projeto: Museu Exploratório de Ciências da Unicamp (Primeiro Prêmio – Concurso Público Internacional)
Localização: Campinas, São Paulo, Brasil
Ano: 2009
Área do Terreno: 28.968m²
Área do Projeto: 5.370m²

FICHA TÉCNICA
Autores: arq. Daniel Corsi arq. Dani Hirano arq. Reinaldo Nishimura
Colaboradores: arq. André Biselli Sauaia arq. Laura Paes Barreto Pardo
Equipe: arq. Andrea Key Abe arq. Jenniffer A. dos Reis estag. Lidia Neves Martello estag. Amanda Nascimento Higuti estag. Tatiana Hummel

Consultores:
Ar Condicionado: eng. Raul José de Almeida
Astronomia: astr. Bruno Sinopoli
Conforto Ambiental: arq. Mônica Marcondes, arq. Boris Villen
Estrutura: eng. Eduardo Knothe
Fundações: eng. Ilan Gotlieb
Museografia: mus. Inês Coutinho
Orçamento: eng. Ricardo Zulques
Maquete: Leon Richard Benkler


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